Com 245 pretendentes aptos, Mato Grosso do Sul tem 156 crianças e adolescentes à espera de adoção

Postado por: Equipe OCMS

Dados reunidos pelo Observatório da Cidadania mostram que MS tem 22 das 42 crianças indígenas à espera de adoção no país, ou seja, 52% do total nacional. 

Mato Grosso do Sul registra 245 pretendentes ativos habilitados a adotar, enquanto 156 crianças e adolescentes aguardam por adoção. Desse total, 112 ainda não estão vinculadas a pretendentes, enquanto 44 estão na fase de aproximação e vinculação. Os dados foram extraídos do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento do Conselho Nacional de Justiça pelo Observatório da Cidadania, em 9 de outubro de 2026. Em âmbito nacional, o cenário revela 31.446 pretendentes habilitados e 6.251 crianças e adolescentes para adoção, dos quais 4.164 não estão vinculados a pretendentes cadastrados e 2.087 encontram-se em processo de aproximação. 

  

Perfil dos pretendentes aptos a adotar

Entre os pretendentes habilitados em Mato Grosso do Sul, 163 são casais com casamento civil, 50 vivem em união estável, 27 são mães ou pais solos e 5 não informaram o perfil familiar. No país, o padrão se repete: 18.992 casados civilmente, 8.507 em união estável, 3.137 mães ou pais solos e 810 não informados.

Perfil das crianças e adolescentes à espera de uma família

O mapeamento em Mato Grosso do Sul mostra que o sexo masculino é maioria entre as crianças e adolescentes à espera de adoção, com 91 inscritos, enquanto o sexo feminino soma 65.. Em relação à raça e cor, a maior parte é declarada parda, com 89 registros, seguida por 30 crianças e adolescentes brancos, 22 indígenas e 15 pretos. No panorama nacional, a distribuição de crianças e adolescentes por cor ou raça é de 3.394 pardos, 1.730 brancos, 1.077 pretos, 42 indígenas e 8 amarelos. 

A presença de grupos de irmãos também é uma característica entre os perfis para adoção. Em Mato Grosso do Sul, 102 (65%) têm ao menos um irmão no cadastro: 33 têm um irmão, 32 têm dois, 22 têm três e 15 possuem mais de três irmãos. No Brasil, são 2.230 sem irmãos, 1.411 com um irmão, 1.108 com dois, 804 com três e 698 com mais de três irmãos. 

“Acompanhar e dar visibilidade a esses dados é um ato contínuo de cidadania e controle social. A adoção não deve ser encarada apenas sob a perspectiva do desejo individual dos adultos, mas principalmente como uma política pública voltada a garantir o direito à convivência familiar e comunitária , comenta o coordenador do Observatório da Cidadania, professor Samuel Oliveira. 


Processo de adoção

O processo de habilitação de pretendentes à adoção é gratuito e deve ser iniciado na Vara da Infância e da Juventude da comarca onde os interessados residem. Pessoas com 18 anos ou mais podem se habilitar, independentemente do estado civil, observados os demais requisitos legais. Para a adoção, deve haver diferença mínima de 16 anos entre adotante e adotando.
O procedimento inclui a apresentação de documentos, a avaliação pela equipe interprofissional do Judiciário e a participação obrigatória em programa de preparação psicossocial e jurídica. Com base nesses elementos e no parecer do Ministério Público, o juiz decide sobre o pedido de habilitação.
Após o deferimento, os pretendentes são inscritos no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), que auxilia a busca de famílias para crianças e adolescentes aptos à adoção em Mato Grosso do Sul e nos demais estados, conforme a abrangência indicada pelos pretendentes, a compatibilidade dos perfis, a ordem do cadastro e o melhor interesse da criança ou do adolescente.

Mais informações no site do Conselho Nacional de Justiça: https://www.cnj.jus.br/programas-e-acoes/adocao/